BOMBEIRO PROFISSIONAL CIVIL

Bem  vindo a plataforma EAD para o curso de Bombeiro Profissional Civil da SATE. Com esta ferramenta iremos disponibilizar as matérias, imagens, informações e avaliações online. De uma forma clara e objetiva esperamos que os senhores (as) possam usufruir ao máximo deste sistema.

Att;

Professor Tiago Teleken.

MÓDULO 1 - PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO

ASPECTOS LEGAIS

Legislação

O Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, é o responsável pela fiscalização e regularização das atividades referentes ao combate a incêndios e, portanto, as atividades executadas pelo Bombeiro Profissional Civil.

Baseado nestas normativas, foram criadas as Instruções Técnicas (IT’s). Hoje possuímos 44 IT’s. Temos também o Decreto Estadual nº 56819 de 10/03/2011 que :”Aprova as especificações para instalação de proteção contra incêndio e dá providências correlatas”. Este decreto deve ser utilizado em todo o Estado de São Paulo pelas esferas estadual e municipal.

Para regulamentação da atividade de bombeiro profissional civil temos as seguintes legislações: LEI ESTADUAL Nº 15.180/13,  PORTARIA CCB-008/600/14 e a NBR 14.608 (funções do bombeiro civil), CLT 11.901/09 sendo que esta última é o que regulamenta a atividade operacional do bombeiro profissional civil.

Normas Regulamentadoras

As NBR’s (Normas Brasileiras Regulamentadoras) estão fundamentadas pela Lei Nº 6.614/77 e que foram aprovadas pela Portaria Nº 3.214/78. Para o profissional Bombeiro, torna-se necessário conhecer as normas regulamentadoras:

CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO - NR 13

EPI - NR6

ESPAÇO CONFINADO - NR33

LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS - NR 20

PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO - NR23

PROTEÇÃO EM ATIVIDADES ELÉTRICAS - NR10

PROTEÇÃO EM CONSTRUÇÃO CIVIL - 18

SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA - NR26

TRABALHO EM ALTURA - NR35

AVCB RENOVAÇÃO OU IMPLANTAÇÃO – AUTO DE VISTORIA DO CORPO DE BOMBEIROS

A.V.C.B (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) é o documento emitido pelo Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado de São Paulo (CBPMESP) certificando que, durante a vistoria, a edificação possuía as condições de segurança contra incêndio (É um conjunto de medidas estruturais, técnicas e organizacionais integradas para garantir a edificação um nivel ótimo de proteção no segmento de segurança contra incêndios e pânico.), previstas pela legislação e constantes no processo, estabelecendo um período de revalidação.

Se divide em 2 principais tipos: AVCB Renovação ou AVCB Implantação.

PROCEDIMENTO PARA A EMISSÃO DO AVCB OU RENOVAÇÃO.

Vistoria no local;

Analise do Projeto ou Confecção caso seja implantação.

Implantar medidas de melhoria “Caso seja necessário conforme as IT´s do Corpo de Bombeiros”.

Emissão dos atestados conforme ramo de atividade;

Emissão dos laudos conforme ramo de atividade;

Treinamento de Brigada de Combate a Incêndio e Emissão do Atestado.

 

Em que casos são obrigatórios o AVCB.

I – construção e reforma;

II– mudança da ocupação ou uso;

III – ampliação da área construída;

IV–regularização das edificações e áreas de risco;

V – construções provisórias (circos, eventos, etc.).

 

Em que casos não é obrigatório o AVCB.

 I – residências exclusivamente unifamiliares;

II – residências exclusivamente unifamiliares localizadas no pavimento superior de ocupação mista, com até dois pavimentos e que possuam acessos independentes.

A obtenção do AVCB – Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros é imprescindível para a regularização da edificação comercial de qualquer empresa, além de ser um dos requisitos mínimos para a obtenção do alvará de funcionamento, dentre outros documentos. Deve-se levar em consideração também que não se trata somente de um papel comum, e sim um documento emitido por um órgão especialista no assunto “Combate à Incêndio” atestando que a edificação em questão possui as medidas mínimas de segurança contra incêndio e Pânico.

ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA

Instituída pela Lei nº 6.496/77, a ART – Anotação de Responsabilidade Técnica caracteriza legalmente os direitos e obrigações entre profissionais do Sistema Confea/Crea e contratantes de seus serviços técnicos, além de determinar a responsabilidade profissional. A ART garante os direitos autorais ao profissional e o direito à remuneração como comprovante da execução do serviço, comprova a existência de contrato entre as partes, define os limites da responsabilidade técnica (civil e criminal), e comprova a experiência do profissional à medida que registra todas as atividades técnicas desempenhadas ao longo de sua carreira profissional.

MODELO DE AVCB

TEORIA DO FOGO

TETRAEDRO DO FOGO

O fogo é uma reação química de combustão entre o Calor, Comburente (Oxigênio), Combustível e Reação em cadeia.

Fogo: é uma reação química de oxidação (processo de combustão), caracterizada pela emissão do calor, luz e gases tóxicos. Para que o fogo exista, é necessária a presença de quatro elementos: combustível, comburente (normalmente o Oxigênio), calor e reação em cadeia.

Calor: faz com o que o material combustível seja ele qual for, ao se aquecer libere gases (vapores) suficientes para o início do fogo.

Comburente: é o elemento (oxigênio) que dá vida ás chamas, alimentando o fogo e intensificando a combustão.

Combustível: é todo material capaz de entrar em combustão. Pode ser sólido, líquido ou gasoso.

Reação em cadeia: é o processo em que o calor gerado pelo fogo aquece o combustível, fazendo-o desprender gases e vapores que ao incendiar-se geram mais calor, produzindo mais gases.

COMBURENTE

É o elemento que dá vida a chama e intensifica a combustão.

A atmosfera é composta por 21% de oxigênio, 78% de nitrogênio e 1% de outros gases.

Quando a porcentagem do oxigênio do ar do ambiente passa de 21% para a faixa compreendida entre 16% e 8%, a queima torna-se mais lenta, notam-se brasas e não mais chamas. Quando o oxigênio contido no ar do ambiente atinge concentração menor que 8% não há combustão.

COMBUSTÍVEL

E toda substância capaz de queimar e alimentar a combustão. E o elemento que serve de campo de propagação ao fogo. Os combustíveis podem ser sólidos, líquidos ou gasosos, e a grande maioria precisa passar pelo estado gasoso para, então, combinar com o oxigênio.

COMBUSTÍVEIS SÓLIDOS

A maioria dos combustíveis sólidos transformam-se em vapores e, então, reagem com o oxigênio. Outros sólidos (ferro, parafina, cobre, bronze) primeiro transformam-se em líquido, e posteriormente em gases, para então se queimarem.

COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS

Os líquidos inflamáveis têm algumas propriedades físicas que dificultam a extinção do calor, aumentando o perigo para os bombeiros.

Os líquidos assumem a forma de recipiente que os contem. Se derramados os líquidos tomam a forma de piso, fluem e se acumulam nas partes mais baixas.

A volatilidade, que é a facilidade com que os líquidos liberam vapores, também é de grande importância, porque quanto mais volátil, for o líquido maior a possibilidade de haver fogo, ou mesmo explosão. Chamamos de voláteis os líquidos que liberam vapores a temperaturas menores que 20° C.

COMBUSTÍVEIS GASOSOS

Os gases não têm volume definido, tendendo, rapidamente, a ocupar todo o recipiente em que estão contidos. Se o peso do gás é menor que o do ar, o gás tende a subir e dissipar-se, mas se o peso do gás é maior que o do ar, ele permanece próximo ao solo e caminha na direção do vento, obedecendo aos contornos do terreno. Para o gás queimar, há necessidade de que esteja em uma mistura ideal com o ar atmosférico e, portanto, se estiver numa concentração fora de determinados limites, não queimará. Cada gás, ou vapor, tem seus limites próprios, por exemplo, se um ambiente há menos de 1,4% ou mais de 7,6% de vapor de gasolina, não haverá combustão.

PROCESSO DE QUEIMA

O início da combustão requer a conversão do combustível para o estado gasoso, o que se dará por aquecimento. O combustível pode ser concentrado nos três estados da matéria: sólido, líquido ou gasoso. Gases combustíveis são obtidos, a partir de combustíveis sólidos pela pirólise, que é a decomposição química de uma matéria ou substância através do calor.

Materiais combustíveis podem ser encontrados no estado sólido, líquido ou gasoso. Como regra geral, os materiais combustíveis queimam no estado gasoso. Como exceção e como casos raros, há enxofre e os metais alcalinos (potássio, cálcio, magnésio, etc), que se queimam diretamente no estado sólido.

Pirólise

TEMPERATURA                                                   REAÇÃO

200°C                           Produção de vapor d’água, dióxido de carbono e ácidos acéticos e fórmico.

200°C-280°C            Ausência de vapor d’água-pouca quantidade de monóxido de carbono - a reação ainda esta Absorvendo o calor.

280°C- 500°C           A reação passa a liberar calor, gases inflamáveis e partículas; há a carbonização dos materiais (o que também liberará calor).

Acima de 500°C     Na presença do carvão, os combustíveis sólidos são decompostos, quimicamente, com maior velocidade.

FASES DO FOGO

O incêndio, pode ser melhor entendido se estudarmos seus três estágios de desenvolvimento:

Fase Inicial: nesta primeira fase, o oxigênio contido no ar não está significativamente reduzido. Grande parte do calor está sendo consumida no aquecimento dos combustíveis, e a temperatura do ambiente, e neste estágio, está ainda pouco acima do normal. O calor está sendo gerado e evoluirá com o aumento do fogo.

Queima Livre: durante esta fase, o ar rico em oxigênio é arrastado para dentro do ambiente pelo efeito da convecção, isto é ar quente sobe e sai do ambiente. Isto força a entrada de ar fresco pelas aberturas nos pontos mais baixos do ambiente. Uma inspiração desse ar superaquecido pode queimar os pulmões. Neste momento, a temperatura nas regiões superiores (nível do teto) pode exceder 700°C.

Queima Lenta: o fogo continua a consumir oxigênio, até atingir um ponto onde o comburente é insuficiente para sustentar a combustão. Nesta fase as chamas podem deixar de existir se não houver ar suficiente para mantê-las (na faixa de 8% a 0% de oxigênio). O fogo é normalmente reduzido a brasas, o ambiente torna-se completamente ocupado por fumaça densa e os gases se expandem. Devido a pressão interna ser maior que a externa, os gases saem por todas as fendas em formas de lufadas. E esse calor intenso reduz os combustíveis a seus componentes básicos, liberando assim, vapores combustíveis.

FORMAS DE COMBUSTÃO

As combustões podem ser classificadas conforme a sua velocidade em:

Combustão completa: é aquela em que a queima produz calor e chamas e se processa em ambiente rico em oxigênio.

Combustão Incompleta: é aquela em que a queima produz calor e pouca ou nenhuma chama, e se processa em ambiente pobre em oxigênio.

Combustão Espontânea: é o que ocorre, por exemplo, quando do armazenamento de certos vegetais que pela ação de bactérias fermenta. A fermentação produz calor e liberam gases que podem incendiar. Alguns materiais entram em combustão sem nenhuma fonte de calor (materiais com baixo ponto de ignição); outros em temperatura ambiente 20°C (fósforo branco).

Explosão: é a queima de gases ou partículas sólidas, em altíssima velocidade, em locais confinados, com grande liberação de energia e deslocamento de ar.

CLASSES DE INCÊNDIO

CLASSE A: são os combustíveis sólidos, os quais tem características de queimar em superfície e em profundidade e deixam resíduos como brasa ou cinzas. Resfriamento é a melhor opção para extinguir o incêndio nessa classe.

Exemplos: papel, plástico, madeira

CLASSE B: são os líquidos inflamáveis e produtos graxos queimam apenas na superfície e não deixam resíduos. O abafamento por espuma destaca-se como o método mais eficaz nessa classe.

Exemplos: gasolina, álcool, querosene

CLASSE C: são os materiais elétricos energizados. Lançar um agente que não conduza eletricidade ( por exemplo CO) é o método mais seguro e eficaz nessa classe.

Exemplos: motores elétricos, TV, computadores, etc.

CLASSE D: são os materiais pirofóricos, que são caracterizados pela queima em alta temperatura e pr reagir a agentes extintores comuns. ( água, Co, espuma). É necessária a utilização de pó químicos especiais no combate dessa classe.

Exemplos: alumínio, zinco, sódio

CLASSE E: são os materiais explosivos e radioativos, necessitando de um imediato isolamento da área. No caso de produtos radioativos, chamar o departamento específico.

Exemplos: Césio 137, Urânio

CLASSE K: óleo e gordura.

PONTOS DE TEMPERATURA

PONTO DE FULGOR: é a temperatura em que o material aquecido por uma fonte externa começa a desprender gases combustíveis que se incendeiam, mas quando esta fonte externa é retirada o fogo não consegue se manter.

PONTO DE COMBUSTÃO: é a temperatura em que o material aquecido por uma fonte externa começa a desprender gases combustíveis que se incendeiam, mas quando esta fonte externa é retirada o fogo consegue se manter iniciando assim a reação em cadeia.

PONTO DE IGNIÇÃO: é a temperatura nas quais os combustíveis estão tão aquecidos que o simples contato com o oxigênio é capaz de incendiar o combustível.

A fim de ilustrarmos o que acima foi dito, citamos a seguinte experiência bastante simples: coloquemos em um frasco pequeno pedaços de madeira, esquentando-os numa chama de gás, com o desenvolvimento do calor passaremos a observar os seguinte fenômenos: quando a temperatura alcançar 100°C, começa a se desprender o vapor d’água, continuando o aquecimento, observaremos ainda que a madeira começa a ficar amarela, marrom e finalmente negra, a partir dos 150°C. se no momento em que começar a enegrecer acendermos um fósforo na boca do frasco, notaremos que os vapores se incendiarão em contato com a chama, só que não se sustentará. Neste momento foi atingido o Ponto de Fulgor. Continuando a experiência, com o aumento do calor veremos que os gases se incendeiam em contato com a fonte de calor externa e se mantém em chamas, então foi atingido o seu Ponto de Combustão. Se continuarmos a aquecer o corpo, chegaremos a uma temperatura em que os gases se incendiarão ao entrar em contato com o oxigênio do ar, mesmo sem o concurso de qualquer fonte externa de calor, neste momento foi atingido o Ponto de Ignição.

PROPAGAÇÃO DO FOGO

CONDUÇÃO: é a transferência de calor através de um mesmo corpo sólido de molécula a molécula. Colocando-se, por exemplo, a extremidade de uma barra de ferro próxima a uma fonte de calor, as moléculas desta extremidade absorverão calor, vibrando mais vigorosamente, chocando com as moléculas vizinhas, transferindo-lhes calor, que será conduzido ao longo da barra para a extremidade fria.

CONVECÇÃO: é a transferência do calor pelo movimento ascendente de massas de gases ou líquido dentro de si próprio.

O ar aquecido se expande e tende a subir para as partes mais altas do ambiente, enquanto o ar frio toma o lugar nos níveis mais baixos. Nos incêndios em edifícios, essa é a principal forma de propagação de calor para andares superiores, quando os gases aquecidos encontram caminho através de escada, poços de elevadores, etc.

IRRADIAÇÃO: é a transmissão de calor por meio de ondas caloríficas que se deslocam através do espaço, as ondas se propagam em todas as direções, e a intensidade em que os corpos são atingidos aumentam ou diminuem á medida que estão mais próximas ou afastadas da fonte de calor.

FASES DE COMBATE AO FOGO

Com o intuito de proporcionar maior eficácia no combate a um incêndio, criou-se alguns procedimentos para serem seguidos, estando dispostos nas seguintes frases:

Exploração: é o procedimento em que se avalia o que está queimando, como está queimando e se há vítimas no local.

Ventilação: trata-se da abertura de portas e/ou janelas, a fim de dissipar a fumaça e o calor.

Salvamento: é o resgate de vítimas.

Salvatagem: é o ato de salvar os materiais que ainda não foram atingidos pelo fogo e evitar que sejam atingidos pela água, no combate.

Combate: é o próprio ato de combater o fogo, extingui-lo.

Rescaldo: é o processo onde se eliminam as brasas que restaram, impedindo assim, a reignição do fogo.

MÉTODOS DE EXTINÇÃO

Os métodos de extinção do fogo baseiam-se na eliminação de um ou mais elementos essenciais para sua composição.

RESFRIAMENTO: consiste na diminuição da temperatura do material combustível que esta queimando, diminuindo, consequentemente, a liberação de gases ou vapores inflamáveis. A água é o agente mais utilizado, pois tem grande capacidade de absorver calor e ser facilmente encontrado na natureza.

ABAFAMENTO: consiste na diminuição ou impedimento do contato do comburente  (oxigênio) com o material combustível, pois não havendo comburente para reagir com o material combustível e o calor, não haverá fogo.

Como exceção estão os materiais que têm oxigênio em sua composição e queimam sem necessidade do oxigênio do ar, como os peróxidos orgânicos e o fósforo branco.

ISOLAMENTO: consiste na retirada do material combustível que está queimando das proximidades dos que ainda não queimaram, ou dos que ainda não queimaram das proximidades dos que estão queimando ou da área de propagação do fogo.

INTERRUPÇÃO DA REAÇÃO EM CADEIA: Consiste em bloquear a reação em cadeia, pois existem agentes extintores que agem sobre o fogo, interrompendo assim o ciclo formado pela reação em cadeia.

AGENTES EXTINTORES

ÁGUA: é o agente extintor mais abundante na natureza. Age principalmente por resfriamento, devido a sua propriedade de absorver grande quantidade de calor. Dependendo a forma como é aplicada (neblina, etc) atua também por abafamento. Deve-se tomar cuidado ao utilizar água em material energizado pois poderá ocorrer o choque elétrico e no incêndio em líquidos inflamáveis pois poderá haver a propagação do incêndio, devendo ser utilizado técnicas apropriadas, caso a utilização de água seja a única opção para a extinção do fogo.

ESPUMA: pode ser química ou mecânica conforme o processo de formação: Química se resulta da reação entre soluções aquosas de sulfato de alumínio e bicarbonato de sódio. Mecânica se resulta do batimento da água, LGE (líquido gerador de espuma) e ar. Mais leve que todos os líquidos inflamáveis são utilizados para extinguir incêndio por abafamento e por conter água possui uma ação secundaria de resfriamento.

PÓ QUÍMICO SECO: são substâncias constituídas de bicarbonato de sódio, que pulverizadas, formam uma nuvem de pó sobre o fogo, extinguindo-se por quebra da reação em cadeia e por abafamento. O pó deve receber um tratamento anti-higroscópico para não umedecer evitando assim a solidificação no interior do extintor.

Para o combate a classe “D”, utilizamos pós a base de cloreto de sódio, cloreto de bário, monosfato de amônia ou grafite seco, areia fina seca e limalha de ferro.

GÁS CARBÔNICO: também conhecido como dióxido de carbono, é um gás mais denso (mais pesado) que o ar, sem cor, sem cheiro, não condutor de eletricidade e não venoso ( mais asfixiante), age principalmente por abafamento, tendo secundariamente ação de resfriamento. Por não deixar resíduos nem ser corrosivos é um agente apropriado para combater incêndios em equipamentos eletrônicos sensíveis.

PÓ ABC: sua composição é Fosfato Monoamônico, tendo uma coloração verde amarelo, é um agente extintor que não danifica o material. Esse agente não conduz eletricidade e age na reação em cadeia e interrompe a reação química de combustão, eliminando chamas e brasas, impedindo o risco de um novo incêndio.

COMPOSTOS DE HALOGENADOS (HALOTRON): são compostos químicos formados por elementos halogêneos (flúor, cloro, bronco e iodo). Atuam na quebra da reação em cadeia devido ás suas propriedades específicas e de forma secundária, por abafamento. São ideais para o combate a incêndios em equipamentos elétricos e elétricos eletrônicos sensíveis, sendo mais eficiente que o CO.

CAPACIDADE EXTINTORA

PROCEDIMENTOS-Capacidade extintora

A capacidade extintora mínima de cada tipo de extintor portátil, para que se constitua uma unidade extintora, deve ser:

Carga d’água: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 2-A;

Carga de espuma mecânica: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 6-A: 40-B;

Carga de dióxido de carbono: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 10-B:C;

Carga de pó BC: extintor com capacidade extintora de no mínimo 20-B:C;

Carga de pó ABC- extintor com capacidade extintora de no mínimo 2-A: 20-B:C;

Carga de halogenado: extintor com capacidade extintora de no mínimo 5-B: C

A capacidade extintora mínima de cada tipo de extintor sobre rodas, para que se constitua uma unidade extintora, deve ser:

Carga d’água: extintor com capacidade extintora de no mínimo 10-A;

Carga de espuma mecânica: extintor com capacidade extintora de no mínimo 6-A: 40-B;

Carga de dióxido de carbono: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 10-B:C;

Carga de pó BC: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 80-B:C;

Carga de pó ABC: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 6-A: 80-B:C

Níveis mais elevados de capacidades extintoras podem ser exigidos em razão do risco a ser protegido.

Os extintores portáteis devem ser distribuídos de tal forma que o operador não percorra distância maior do que a estabelecida na tabela 1.

Tabela 1: distância máxima de caminhamento

RISCO BAIXO                          25m

RISCO MÉDIO                         20m

RISCO ALTO                            15M

As distâncias máximas de caminhamento para os extintores sobre rodas devem ser acrescidas da metade dos valores estabelecidos na Tabela

Extintores sobre rodas (carretas)

Não é permitida a proteção de edificações de risco unicamente por extintores sobre rodas, admitindo-se, no máximo, a proteção da metade da área total correspondente ao risco, considerando o complemento por extintores portáteis, de forma alternada e extintores portáteis e sobre rodas na área de risco.

O emprego de extintores sobre rodas só é computado como proteção efetiva em locais que permitam o livre acesso.

Os extintores sobre rodas devem ser obrigatórios nas edificações de risco alto onde houver manipulação e ou armazenamento de explosivos e líquidos inflamáveis ou combustíveis, exceto quando os reservatórios de inflamáveis/combustíveis forem enterrados.

Certificação, validade e garantia

Os extintores devem estar lacrados, com a pressão adequada e possuir selo de conformidade concedida pelo órgão credenciado pelo Sistema Brasileiro de Certificação (Inmetro).

Para efeitos de vistoria do Corpo de Bombeiros, o prazo de validade da carga e a garantia de funcionamento dos extintores deve ser aquele estabelecido pelo fabricante, se novo, ou pela empresa de manutenção certificada pelo Inmetro, se recarregado.                

EXPLOSÕES TIPO BACKDRAFT

Um incêndio em ambiente confinado pode aquecer os combustíveis até o seu ponto de ignição. Porém, se o oxigênio não for suficiente para manter as chamas, a queima será muito lenta, produzindo grande quantidade de produtos da combustão. Essa situação é extremamente perigosa, porque se uma quantidade substancial de ar entrar no ambiente, ocorrerá uma explosão ambiental, com liberação de grande quantidade de energia e calor, que causará lesões ou até mesmo a morte de pessoas. Esta explosão, chamada de “Backdraft”, fará com que todo ambiente fique tomado pelas chamas.

São indicativos de um “Backdraft”:

  • Rápido movimento de ar para dentro do ambiente pelas frestas ou por aberturas realizadas;
  • Fumaça densa e escura, tornando-se cinza-amarelada;
  • Alta temperatura no interior do ambiente;
  • Ruído anormal;
  • Pouca ou nenhuma chama

FLASHOVER

Em um incêndio compartimentado quando o fogo atingir a fase de queima livre, o fogo aquece gradualmente todos os combustíveis do ambiente. Quando determinados combustíveis atingem seu ponto de ignição, simultaneamente, haverá uma queima instantânea e concomitante desses produtos, que poderá provocar uma explosão ambiental, ficando toda a área envolvida pelas chamas. 

O primeiro requisito para “ Flashover” ocorrer é que deverá ter um significante aumento da radiação térmica por cima. Isto será sentido pelos bombeiros como um rápido aumento na temperatura do compartimento, e a elevação do calor dos gases quente ao nível do teto, forçando os bombeiros ficarem abaixados, caso eles consigam ver acima deles, eles serão capazes de ver “línguas de fogo” ocorrendo através da camada de gás. Em adição, outros materiais combustíveis dentro do compartimento emanarão fumaça visível e gases inflamáveis.

BLEVE

Um fenômeno que pode ocorrer quando um recipiente contendo líquido sob pressão tem suas paredes expostas as chamas e a pressão interna aumenta (em virtude da expansão do gás exposto a ação do calor), tendo como resultado a queda da resistência das paredes do recipiente, podendo resultar no rompimento ou no surgimento de fissura. Em ambos os casos, todo o conteúdo irá vaporizar-se e sair instantaneamente. Essa súbita expansão é uma explosão.

No caso de líquidos inflamáveis, forma-se uma “grande bola de fogo”, com enorme irradiação de calor. O maior perigo do BLEVE é o arremesso de pedaços do recipiente em todas as direções, com grande deslocamento de ar.

BOIL OVER

É quando se joga água em líquidos de pequena densidade (líquidos infláveis) ela atende a depositar- se no fundo do recipiente e quando submetida a altas temperaturas, pode vaporizar-se, havendo um grande aumento de volume (1lt. De água transforma-se em 1.700 lts, de vapor). Com o aumento de volume, a água age como êmbolo numa seringa, empurrando-o combustível para cima, espalhando-o e arremessando-o a grandes distâncias.

PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

TÉCNICAS E TÁTICAS DE COMBATE A INCÊNDIO

QUESTÕES MÓDULO 1

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MÓDULO 2 - EQUIPAMENTOS DE COMBATE A INCÊNDIO E AUXILIARES

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MÓDULO 3 - ATIVIDADES OPERACIONAIS DE BOMBEIRO CIVIL

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MÓDULO 4 - EPI E EPR

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MÓDULO 5 - SALVAMENTO TERRESTRE

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MÓDULO 6 - PRODUTOS PERIGOSOS

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MÓDULO 7 - PRIMEIROS SOCORROS

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MÓDULO 8 - FUNDAMENTOS E ANÁLISE DE RISCOS

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MÓDULO 9 - CAMPO PRÁTICO E ORIENTAÇÕES GERAIS SATE

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